Cursinhos da Rede Emancipa

Vitória! Pressão dos movimentos faz UNESP aprovar COTAS!

Percentual de cotas reservado para 2014 ainda é baixo (15%), mas representa uma vitória pelo reconhecimento institucional da necessidade da medida de inclusão.

No último dia 15 de agosto o Conselho Universitário da Universidade Estadual Paulista (UNESP) aprovou a adoção de reserva de vagas – cotas – para estudantes negros, indígenas e oriundos da escola pública. É a primeira universidade estadual a possuir o sistema. Sendo esta uma pauta central dos movimentos que lutam pela democratização do acesso à universidade, a Rede Emancipa considera que tal adesão é uma vitória, ainda que parcial, fruto da pressão dos movimentos sociais e dos movimentos negros e é uma clara derrota do PIMESP[1], política do governo Alckmin que foi rechaçada por diversos setores da sociedade. A adoção das cotas é um reconhecimento institucional da importância desta medida de ação afirmativa como política de inclusão de setores da sociedade que foram historicamente excluídos do acesso ao ensino superior.156464_344907702235250_1565088327_a

As cotas na Unesp começam a valer a partir do vestibular para ingresso em 2014, com uma reserva de 1.134 vagas de um total de 7.259, ou seja, apenas de 15%. Entre as vagas reservadas, 391 são destinadas a estudantes que se autodeclararem pretos, pardos ou indígenas.O sistema prevê crescimento nas vagas reservadas por ano, atingindo 50% de cotistas em 2018. A Unesp segue modelo adotado nas universidades federais do País, que entrou em vigor em outubro do ano passado.A exclusão dos alunos negros, da escola pública, das classes pobres não é novidade no sistema universitário.

45478_621408697875545_565259151_nA novidade é que a pressão pelas cotas para estes grupos veio bater na porta do castelo das estaduais paulistas, que não puderam mais se esquivar e tiveram  que responder como fariam para incluir quem foi excluído do acesso a elas desde que foram fundadas.As outras duas universidades estaduais de São Paulo – USP e Unicamp – ainda resistem em adotar um sistema de cotas, e insistem na bonificação, medida que já foi diversas vezes questionada pelos movimentos sociais e pela própria comunidade acadêmica [2].

Mesmo sendo uma vitória, os movimentos querem mais! Queremos cotas em todas as universidades estaduais paulistas, e uma projeto que vá além do proposto nas universidades federais, que consiga agregar as diversidades dos excluídos e que contemple revindicações históricas do movimento, como a desvinculação de cotas socias e de afrodescendência, o que não ocorre no sistema adotado pelas universidades federais.

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Atualmente, a Frente Pró Cotas de São Paulo, que reúne movimentos sociais, políticos e intelectuais e que a Rede Emancipa acompanha, esta propondo um novo Projeto de Lei de iniciativa popular que de fato foi construído pelos movimentos.

A campanha para coleta das assinaturas já esta nas ruas, e ajuda de todos é muito importante! Ajude a coletar as assinaturas para o projetos das Cotas nas Estaduais Paulistas feito pelos movimentos!

É hora das COTAS nas Universidades Estaduais de São Paulo!

 

http://redeemancipa.org.br/2013/05/e-hora-das-cotas-nas-universidades-estaduais-de-sao-paulo/

LEIA NA ÍNTEGRA O PL DE COTAS PRODUZIDO PELOS MOVIMENTOS SOCIAIS EM SP!

BAIXE AQUI A FOLHA DO ABAIXO ASSINADO DA CAMPANHA DO PROJETO DE INICIATIVA POPULAR DE COTAS RACIAIS EM SP!

[1] Fonte: Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista – PIMESP/ Documento do CRUESP

[2] Avaliação Qualitativa dos Dados sobre Desempenho Acadêmico. UERJ. 2011. Disponível em  http://www.caiac.uerj.br/rel.pdf

 

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