Cursinhos da Rede Emancipa

George Floyd presente! Vidas negras importam!

O recente assassinato de George Floyd pelo policial branco Derek Chauvin na cidade de Minneapolis acendeu o rastilho de pólvora da revolta negra estadunidense contra o racismo institucional no país. Retomando a memória do assassinato de Eric Garner em 2014, asfixiado pela polícia de Nova York em condições muito parecidas com o caso de Derek, novamente a população expressou sua revolta através de grandes manifestações que culminaram em ataques contra delegacias e outros prédios estatais, em ataques à empresas e saques.
A reação de Trump não foi uma surpresa, e suas ameaças de atirar nos manifestantes e militarizar o estado de Minnesota não fizeram recuar a juventude indignada, sendo consideradas um incentivo à violência até mesmo por empresas de redes sociais. Novamente, Trump demonstra o caráter autoritário e racista de seu governo, apoiado por grupos supremacistas brancos, evidenciando mais uma vez a necessidade de derrotar seu projeto político de extrema-direita.
A prisão do policial Chauvin por homicídio foi uma primeira vitória da mobilização, um avanço em relação a injustiça do caso de Garner (o policial Daniel Pantaleo, seu assassino, foi demitido da polícia somente 5 anos depois e está livre até hoje). Entretanto, os reais motivos que levam as comunidades negras dos EUA às ruas estão longe de serem resolvidos. As ações nas ruas hoje são parte da mesma história da luta de libertação representada por Martin Luther King, Malcolm X, Angela Davis, pelo Partido dos Panteras Negras e tantos outros movimentos e organizações. É mais uma resposta, mais um grito de basta contra a estrutura profundamente racista da sociedade norte-americana.
A luta em nome de George Floyd é a revolta mais importante na época da pandemia mundial, no país mais importante para o capitalismo e governado pela extrema-direita. A urgência da luta antirracista obrigou a suspensão da quarentena e colocou os Estados Unidos ao lados de países como Líbano, Chile, Equador e Hong Kong na vanguarda das mobilizações mundiais contra o racismo e contra o capitalismo.
O racismo policial é um enorme problema também no Brasil governado por Bolsonaro, onde os ataques militares das polícias contra favelas e bairros pobres mata sistematicamente milhares de jovens negros todos os anos como parte de uma política de morte institucionalizada. Somente no estado do Rio de Janeiro, governado pelo genocida Witzel, a polícia mata mais de 1500 pessoas por ano e 80% dos mortos são negros. Há poucos dias perdemos o jovem João Pedro, de 14 anos, morto dentro de sua casa por um tiro de fuzil vindo da polícia.
A luta por vidas negras é a mesma nos Estados Unidos, no Brasil, no Caribe, na África e em todo o Atlântico Negro cuja história é cortada profundamente pela exploração, saque e escravidão empreendida pelos poderosos. Desse lado do continente, cerramos os punhos e declaramos apoio total à juventude negra nas ruas estadunidenses. Vidas Negras Importam!

Rede Emancipa de Educação Popular

 

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